A continuação do deplorável estado de degradação do Campo de Futebol da Av. D. João II, propriedade da Parque Expo, apesar da disponibilidade há muito manifestada pelo Clube Parque das Nações para efectuar a recuperação do mesmo.
Efectivamente, não se compreende que obrigações tem a Parque Expo contraídas com o Clube Desportivo dos Olivais e Moscavide, ao qual tem cedida a utilização gratuita do Campo, para não exigir deste que, ao menos, o mantenha ao nível que estava quando o começou a utilizar.
Entretanto, as mais de duas centenas de crianças e jovens do Clube Parque das Nações, incluindo a sua equipa de Futebol Americano, que disputa a Liga Espanhola da modalidade, não têm um espaço com as condições mínimas para treinos e jogos.
Os moradores interrogam-se e indignam-se com esta atitude da Parque Expo.
Não deverá um equipamento que é público ser utilizado prioritariamente pelos residentes do Parque das Nações? Questionam-se os moradores do Parque das Nações e, a nosso ver, com razão.
Outra situação que, nos últimos dias, mereceu o repúdio dos moradores e comerciantes foi a notícia de que a Câmara Municipal de Loures licenciou as controversas antenas de telecomunicações da Vodafone, “plantadas”, exactamente há um ano, em plena via pública.
Esta é uma manifestação de arrogância da Câmara de Loures, da Parque Expo e da própria Vodafone, que mostra como é cada dia mais urgente a criação da nossa Freguesia do Oriente.
Na verdade, enquanto não tivermos uma voz institucional que nos represente nos órgãos do poder local, o Parque das Nações será sempre mal tratado por estes senhores do poder, que nos tratam com desprezo e desconsideração.
Finalmente, tornamos público o nosso desagrado – em que somos acompanhados pela generalidade dos moradores e comerciantes – por algumas manifestações de falta de civismo traduzidas, nomeadamente, na colocação de antenas parabólicas em varandas, aparelhos de ar condicionado, afixação de publicidade nas paredes de edifícios e papeleiras, entre outros locais – como recentemente sucedeu com uma empresa imobiliária do Parque das Nações -, não recolha dos dejectos dos animais de estimação que levamos a passear à rua, ocupação desregrada de espaços públicos com esplanadas, para só dar alguns exemplos.
E, salvo poucas excepções, nenhum desses moradores ou comerciantes foi incomodado pelos seus vizinhos, por tomarem atitudes que contrariam a qualidade que todos dizemos desejar no Parque das Nações. Nem, tão-pouco, as Autarquias ou a Parque Expo tomaram a iniciativa de punir os infractores e exigirem a reposição da legalidade. E impõe-se que o façam, a bem da qualidade que pretendemos manter no Parque das Nações.
… e o melhor
Embora com algum atraso, registamos, com muito agrado, a recuperação dos Jardins da Água.
Efectivamente, não estando ao nível daquilo que foram durante a Expo’98, os Jardins da Água apresentam-se, de novo, aos visitantes com muita dignidade.
Saliente-se, igualmente, como facto positivo, a colocação da passadeira no Passeios Heróis do Mar, anunciada na última edição do Notícias do Parque.
José Manuel Moreno
Presidente da AMCPN
