A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações (AMCPN) e a Delegação de Loures da Cruz Vermelha, lançam a partir de 1 de Maio próximo o ESPAÇO SÉNIOR.
Trata-se dum projecto destinado à ocupação dos tempos livres da população sénior do Parque das Nações, que funcionará gratuitamente – os participantes apenas terão de ser sócios de ambas as instituições, com o pagamento anual de € 15 e 12, de quotas da AMCPN e da CVP, respectivamente.
O horário será de 2.ª feira a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00 horas, estando em preparação a grelha das várias actividades lúdicas, culturais, desportivas e de mero lazer.
Entre outras, salientamos aulas de pintura, bordados, tapetes de Arraiolos, literatura, história, música, línguas, cursos de computadores, fotografia e vídeo, etc.
Será, pois, um espaço de ocupação tempos livres, através da troca de conhecimento entre todos os participantes.
As inscrições poderão ser efectuadas na sede de ambas as instituições promotoras, que funciona na Casa do Arboreto – Parque do Tejo -, de 2.ª a 6.ª feira, das 15:00 às 17:00 horas e aos sábados das 9:30 às 12:00 horas.
Para mais informações, poderá contactar:
dloures@cruzvermelha.org.pt
geral@amcpn.com
Tm 932037474/938781325
1. Ser Sócio da AMCPN / CPN. A Associação de Moradores é uma associação sem fins lucrativos, criada por habitantes do Parque das Nações, aberta a habitantes, trabalhadores, empresas e visitantes do Parque, que tem como objectivo representar os interesses de quem habita e usa o Parque das Nações junto da ParqueExpo, das Câmaras e outras autoridades. Ao tornar-se sócio, ganhamos a força da união e cada sócio ganha vantagens em termos de descontos em vários serviços e acesso às actividades no Clube Parque das Nações (de que se torna sócio automática e gratuitamente). Receberá ainda informações importantes e mostrará empenho em todos os assuntos que importam a quem aqui mora.
2. Recensear-se na freguesia da residência. O Parque das Nações é um dos novos centros da cidade, com milhares de pessoas a percorrerem-no todos os dias, mas é um anão político. Com tão poucos habitantes recenseados nas freguesias que o compõem, para quem decide, o Parque das Nações praticamente não conta. Ora, é óbvio que em tempo de eleições, quem não vota não existe. Por isso, o recenseamento é essencial. Para se recensear pode dirigir-se à junta de freguesia da sua área de residência. Pode ainda, se o desejar, pedir o novo Cartão do Cidadão (o recenseamento é, nesse caso, automático).
3. Fazer-se sócio da Delegação de Loures da Cruz Vermelha Portuguesa, com sede no Parque das Nações. Um grupo de habitantes do Parque das Nações criou a Delegação de Loures da Cruz Vermelha Portuguesa. Ao tornar-se sócio, está a ajudá-los a ajudar todo o concelho de Loures, nas suas múltiplas carências sociais.
+1. Ler o Notícias do Parque. Não se trata de elogiar por elogiar (nem por ser quem acolhe estas palavras). Mas o Notícias do Parque é já uma presença essencial no Parque das Nações e uma das marcas de identidade deste novíssimo bairro. Lê-lo é fazer parte desta nova comunidade.
Quando Jorge, promessa da natação do Olivais e Moscavide, soube, no já longínquo Verão de 79, que a namorada estava grávida, viu a vida dar um mergulho que o deixou à procura de pé. Aos 18 anos terminavam os estudos, interrompia-se o trajecto que, tudo indicava, o levaria ao curso superior de Educação Física e aos lugares de topo na natação. Na última época tornara-se vice-campeão nacional em costas e mariposa, e era, no seio da federação, a aposta portuguesa para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
– Rapaz, ninguém cria um filho com as taças e medalhas que tens ganho, está na hora de seres um homem, como o foste para fazer a criança – sentenciou o pai, de forma peremptória, sem baixar a guarda à contra-argumentação.
O sonho foi sepultado, durante essa tarde, e levado para longe na enxurrada de lágrimas que aquele que alcunhavam de Peixe verteu, fechado no seu quarto, nos Olivais Sul.
[…]
– Tem olhos de nadadora, há-de ser uma estrela das piscinas. Olha, vamos chamar-lhe Estela – foi isto que Jorge disse a Isabel, a sua jovem esposa, quando viu a bebé pela primeira vez. E a pequena ficou Estela de sua graça.
Foram morar para junto dos pais de Jorge, no que ele considerava o melhor bairro do mundo, com a melhor piscina do mundo, onde a sua estrela havia de brilhar. E Estela fez a vontade ao pai, tornou-se uma exímia nadadora.
[…]
No dia combinado, Estela levanta-se bem cedo e pelas seis da manhã encontra-se com Marco no Oceanário. Encaminham-se rapidamente para a parte superior do tanque central, onde Marco começa a distribuir alimentos às centenas de seres que ali vivem, enquanto explica coisas fascinantes sobre as diferentes espécies. Quando os seus olhos se cruzam com os de Estela, o jovem percebe que a sua convidada está completamente enfeitiçada.
– O meu nome tem tudo a ver com o mar, começa por essas três letras e, mais do que isso, o meu apelido é Nicolau, vem de S. Nicolau, o padroeiro dos navegadores. Parece-me que o teu nome também faz de ti um ser do mar…
– Achas mesmo que aquilo que somos tem a ver com o nome que nos deram? – pergunta Estela, encantada com as palavras do jovem biólogo.
– Podes ter a certeza disso, pois quando olho e vejo esse teu sorriso sei que tu és Estela porque és uma estrela, uma asteroidea – a jovem abriu muito os olhos e Marco prosseguiu –, uma estrela-do-mar… mas podes também ser estela porque tens algo de mágico, ainda por descodificar, como as pedras que os Maias deixaram e que tanta gente tem procurado compreender. Quanto às estrelas-do-mar, elas também têm magia, um dia explico-te porquê.