Hymer FORD As expectativas para levantar a autocaravana Hymer 662 CL Camp eram grandes, por vários motivos:
Combinámos levantar a autocaravana às 11:00 horas e, chegados às instalações da J. Sousa Mesquita, zona de Sintra, na estrada da Tabaqueira, um dos colaboradores da empresa, explicou-nos correcta e muito eficazmente, tudo o que era necessário para usarmos, da melhor forma, a autocaravana. Tinha uma cama de casal, dois beliches e mais uma cama de casal (feita a partir do sofá), WC completo, cozinha com fogão, lava loiça, frigorifico, aquecimento central.
Fomos rumo a casa, transferir para a autocaravana, tudo o que é necessário, para passarmos os próximos dias dentro da mesma. Uma tarefa que julgávamos mais rápida mas, que cedo percebemos que é melhor perder umas horas a arrumar tudo, para poder usufruir dos restantes dias. Percebe-se o conselho da empresa, em entregar a autocaravana no dia anterior, à noite, para se tratar de tudo nessa noite e no dia seguinte, partir tranquilamente. Mas desta vez, devido aos festejos de Natal, não foi possível. Enfim, já escurecia (17:30h) quando demos início à nossa viagem. Os nossos gémeos de 4 anos, estavam a adorar a experiência e era difícil mantê-los nas suas cadeiras. Aos poucos, fomos percebendo os limites da autocaravana e fomo-nos habituando ao seu tamanho. Ficámos impressionados, pela positiva, com a resposta pronta do motor, com as velocidades a que pudemos circular mas sobretudo com a mobilidade que toda a família tem em viagem.
A hora do jantar chamava-nos. Mas o hábito é tal, que fomos ao restaurante, em vez de optarmos por parar, num qualquer local e, comermos ou cozinharmos o que trazíamos. Somente, em pleno restaurante, nos apercebemos da situação. Eram horas tardias, quando paramos em Albufeira e optamos por pernoitar. Vistos alguns locais centrais, cedo percebemos que a autocaravana era demasiado grande. Voltamos à praia e pernoitamos aí junto a outra autocaravana. Valendo-nos das explicações que nos foram dadas, pudemos tomar banho, aquecer a autocaravana, usufruir da comida que trazíamos nos frigorífico e optar também, por fazer um chá no fogão que vem incluso.
O dia seguinte amanheceu e todos os quatro acordámos refeitos da viagem e das peripécias da mesma. Dormimos confortavelmente e muito quentes. De facto, a autocaravana é um “hotel sobre rodas”. A diferença está nas dimensões e nalgumas operações, que em casa não são necessárias: § Encher o depósito de água para a cozinha e WC;§ Vazar o depósito de resíduos sólidos (muito simples, sem cheiros e eficaz);§ Vazar o depósito de águas dos lavatórios. De resto, temos água quente, ar quente, WC completo e duche em óptimas condições (não abusar e gastar todo o depósito de água).
Quando nos decidimos pela utilização da autocaravana, definimos também, o percurso que queríamos realizar. Optámos por ficar em vários locais onde, noutros passeios, encontrámos sempre autocaravanistas, como seja, a zona de Vila Real de Santo António, Vilamoura, Portimão e sobretudo, Castro Marim. Uma das grandes vantagens do uso da autocaravana é a facilidade com que nos deslocamos de um local para outro, sempre com a “casa às costas”. Podemos optar por dormir em qualquer local seguro, tomar as refeições, ou ainda, optar por ir para uma praia com a nossa casa, literalmente, atrás.
Numa das ocasiões em que optámos por pernoitar no parque de campismo, percebemos que os autocaravanistas têm por hábito cumprimentarem-se sempre, fazendo-nos perceber que é uma tradição. Aliás, ao longo de todo o tempo, verificámos que, sempre que nos cruzamos na estrada com outra autocaravana, existe sempre um cumprimento. A vantagem em pernoitar no parque tem muito a ver com uma maior segurança pessoal e o usufruto de outras condições: o uso de energia eléctrica (se não tivermos bateria ou se as duas botijas de gás estiverem descarregadas) e a utilização de máquinas de lavar roupa. No entanto, das várias noites, optámos sempre por dormir fora dos parques e, em nenhuma ocasião, notámos qualquer insegurança. Escolhemos, é claro, locais rodeados de outras autocaravanas. Verificámos também que é norma, a própria policia, vigiar as zonas de autocaravanistas, com bastante frequência.
Numa das ocasiões, encontrámos um local verdadeiramente extraordinário. Entre Monte Gordo e a Praia verde, existe uma praia de difícil acesso (passa junto a uma zona residencial de vivendas em obras) – Praia do Cabeço – onde chegados ao largo do estacionamento, encontrámos cerca de 14 autocaravanas, todas elas dispostas de uma forma organizada e sempre sem prejudicar os outros colegas, ou mesmo, as restantes pessoas que visitam a praia. Neste périplo pelo Algarve, encontrámos quase sempre, turistas alemães, ingleses ou holandeses. Somente, em Portimão as autocaravanas que encontrámos eram Portuguesas, talvez por ser uma zona festiva, devido ao final de ano. De resto, foi norma, os muitos turistas estrangeiros, optarem por zonas calmas, de muito sol e junto à praia, não se imiscuindo em zonas muito movimentadas. Os Portugueses, que vimos, preferiam os centros das cidades para estacionar e passear nas vilas, cidades ou aldeias.
Sabendo que existem operações diárias, necessárias à manutenção da autocaravana, como enchimento dos depósitos de água e descarga das águas limpas e sujas, nunca se viu em nenhuma ocasião, qualquer falta de higiene por parte deles, fazendo as descargas sempre em zonas próprias. Aliás, a imagem que foi transmitida pelos autocaravanistas foi de educação e sensibilidade a questões ambientais. Outra referência, também, ao perfil dos utilizadores de autocaravanas: são pessoas maioritariamente com uma idade superior a 40 anos e, que, não pertencem a uma classe com pouco poder de compra. Aliás, visível na maioria das autocaravanas, bastante dispendiosas e luxuosas. Repare-se que uma autocaravana nova, para 4 pessoas, ronda no mínimo, os 50.000€. Os seus utilizadores, caracterizam-se por gostar de variar de locais de estada, em detrimento de estarem dependentes do mesmo local para pernoitar. Trocam a impessoalidade de um hotel (não confundir com turismo rural e de habitação onde tal não se verifica), por um espaço de contacto com a natureza. A autocaravana, dá-lhes uma liberdade “nómada”, de poder ser errante mas, com uma casa acoplada para a realização das suas viagens. Tem a vantagem, de poder estar perto dos locais desejados, pelo tempo pretendido e viver um período de dias, fora das tradicionais habitações.
Tradicionalmente são pessoas que adoram o seu espaço e gastam muito do seu tempo a passear, ou simplesmente sentados a apreciar o sol, acompanhados de um bom livro e de uma bebida quente. O autocaravanismo, propicia também, um alegre convívio diário entre os seus praticantes. No entanto, pelo que nos foi dado a perceber, raramente cada autocaravanista, se junta a um outro, no final do dia, para jantarem ou conversarem – excepto se já forem amigos e tenham vindo em conjunto. Assim que o sol se esconde no horizonte, talvez pelo facto de ser inverno, cada um recolhe ao seu interior, coloca as protecções (para a manter quente e preservar de olhares indiscretos) e começam aí as suas refeições, longe dos olhares alheios. Pareceu-nos que, usualmente, são pessoas que se deitam muito cedo – por volta das 22:00 horas – preferindo por isso, acordar bem cedo e desfrutar do sol de Dezembro, que neste ano, ainda estava bem quente.
Foi, de facto, uma experiência muito enriquecedora, que gostámos bastante e que vale a pena repetir. As autocaravanas, têm tudo o que necessitamos e não sentimos saudades do conforto da casa. Temos ainda a vantagem de poder viver de um modo, fora do tradicional, em locais que nunca o poderíamos fazer, por falta de unidades hoteleiras em zonas tão belas. Este tipo de turismo, permite-nos também, descobrir muitas vilas, cidades ou aldeias, sem a preocupação de sabermos onde dormir ou comer. Verificámos também, que as cidades ainda não estão preparadas para receber este tipo de turismo pois, nalgumas cidades do estrangeiro, existem parques de estacionamento próprios, antes da povoação, com a possibilidade de realizar cargas e descargas de líquidos, em locais próprios. Em Portugal, para enchermos os depósitos de água, diariamente, tínhamos, após pedir autorização às estações de serviço, de realizar o abastecimento de água, e vazar o depósito de águas e os resíduos sólidos, em locais próprios nas estações de serviço.
Para quem queira fazer este tipo de turismo, deve contar, em termos de custos com: um maior consumo de combustível da autocaravana, face a um diesel tradicional – 12 litros em média, por cada 100 kms percorridos; é classe 2 nas portagens; o custo diário de aluguer da autocaravana pode rondar os 80 euros e os 190 euros na época alta. De resto, mantém-se o prazer da descoberta e da aventura, só possível, com uma viatura deste género. Foram pois uns dias muito bem passados que se recordam com muita saudade, que vale a pena repetir pela experiência, pela descoberta, pela liberdade, pela aventura e pelo conforto sentido. A empresa J. Sousa Mesquita oferece a todos os sócios do CPN os seguintes descontos, quando devidamente identificados com o cartão do clube: - desconto de 10% sobre a mão de obra - 5% acessórios a montar - 300€ na compra de autocaravana nova- 150€ na compra de caravana nova- 42% na taxa de serviço em alugueres até 7 dias- 10% nos alugueres superiores a 7 dias (excluindo opcionais e taxa de serviço)
site: www.jsousamesquita.pt
Entrada pública Para visualizar convite, click: Convite exposição c 1-1
Esteticamente próximo do Toyota, o Honda aposta numa imagem mais clássica do seu design tanto interior como exterior. Tirar daqui ilações quanto ao mais bonito é um exercício que cabe ao leitor. No interior, o Honda apresenta-se também similar ao Toyota com plásticos rigidos por todo o habitáculo, numa opção que creio já se poderia inverter [...]
Serão os Volvo caros? Esta ideia que sempre existiu não tem hoje grande razão de existir, prevalecendo no entanto a máxima atenção que dão à segurança. Mesmo a compra da marca pelos chineses não retirou o ADN da marca. Saber que o cuidado com a vida humana é o seu core, dá-nos imensa tranquilidade sempre [...]
Tem sido recorrente cada vez que ligamos a TV o tema das portagens eletrónicas nas ex-SCUTS com predominância sobre a A23 e a via do Infante. Resolvemos por isso perceber a realidade de uma delas. Começámos pela A23. Até dia 8 de Dezembro, o automobilista pagava 5.45€ para circular na A1 e assim que efectuava [...]