Ensaiar o MX5 é recuar no tempo e recordar-nos dos roadster originais. O Mazda tornou-se de tal modo um ícone que quase fez esquecer a marca, sendo o modelo algo unanimamente reconhecido por qualquer público.
Exteriormente e cada vez que a marca “mexe” no design, consegue criar ainda mais admiradores do conceito. Não tem as modernices dos botões para fazer descer e subir a capota, em lona. Tudo é manual!
O branco da carroçaria ensaiada parece dar ainda mais visibilidade a um modelo cativante desde o primeiro olhar.
Entrar para o Mazda significa descer quase até ao chão, mas o esforço vale pelo acolhimento com que o modelo nos recebe. Rapidamente, ficamos sentados num espaço onde tudo parece feito à nossa medida, desde os bancos, ao apoio dos mesmos, à caixa de velocidades e ao banco. Conduzir o MX5 é manter vivo o nosso espirito para um modelo que não quis por opção incorporar toda a tecnologia que limita a nossa destreza. Viva a condução pura! Tudo aqui é emoção!
A caixa exige determinação e é muito curta, a embraiagem é ligeiramente pesada, as entradas em curva podem ser feitas com normalidade ou deixando soltar a traseira e contrabalançar com o volante. Não se pense que é inseguro, porque aqui a primazia é dada ao individuo e não à tecnologia.
O conforto existe e o modelo conduz-se bem em cidade e auto-estrada. E, para quem adora os “cabelos ao vento” aqui encontra esse espaço. Mesmo com o corta ventos, o modelo deixa passar uma agradável brisa.
Enfim, foi um modelo que tanto cativou que ficou o enorme desgosto da sua entrega ao importador, mesmo que só tenha 2 lugares e que o espaço não abunde. Continua a fazer sentido automóveis destes no nosso mercado, onde ainda sentimos que o condutor não substitui a tecnologia, onde a beleza das formas não foi sacrificada totalmente em prol da aerodinâmica.
Nesta versão limitada do 20º aniversário, o branco pérola é a cor disponível e por 30.000€ e muito equipamento ele é seu e vale o dinheiro que custa.
Este artigo segue o novo acordo ortográfico
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