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Honda Insight

12 de Fevereiro de 2012

Esteticamente próximo do Toyota, o Honda aposta numa imagem mais clássica do seu design tanto interior como exterior. Tirar daqui ilações quanto ao mais bonito é um exercício que cabe ao leitor. 

No interior, o Honda apresenta-se também similar ao Toyota com plásticos rigidos por todo o habitáculo, numa opção que creio já se poderia inverter em ambos. No entanto, a qualidade da montagem está assegurada. Sendo o seu design interior mais clássico por contraponto com o Prius (num estilo similar ao de uma nave espacial), o importante é que ambos acolhem sem problemas 4 ou 5 adultos e possuem um boa capacidade de bagageira. 

Os bancos são confortáveis, os materiais dos mesmos são em veludo e a posição de condução é muito bem conseguida. A visibilidade  traseira sofre do mesmo mal do Prius – pouco conseguida e com o vidro traseiro dividido em dois, ainda mais piora a visibilidade.

Sentados ao volante é hora de perceber as diferenças entre ambos os veículos.  Na parte superior do painel de instrumentos temos o velocímetro, que muda de cor entre o verde, azul claro e azul escuro,  consoante ” nos portemos bem ou mal” (leia-se mais ou menos poupados, respectivamente). Com este tipo de informação, facilmente nos começamos a reeducar e por conseguinte a travar uma luta com o pé direito. No painel inferior, temos o nível de combustível, conta-rotações, computador de bordo (onde este nos permite também aqui reeducar os nossos comportamentos consumistas).

 

O sistema IMA  (Integrated Motor Assist),  foi melhorado e mantém-se associado ao motor 1.3, assim como a caixa de velocidades é a mesma automática CVT (variação contínua).

Para tornar ainda mais poupado o Insight, temos o botão de Start-Stop, que aqui se denomina ECO.  O modo de funcionamento do sistema é o seguinte: O motor eléctrico acompanha o motor a combustão mas ajuda-o mais, na sua luta pelo ambiente. Não é possível de circular em modo exclusivamente eléctrico como no Prius mas a ajuda do modo eléctrico é fundamental para manter baixas as emissões e os consumos.

 

A caixa possui a posição D (Drive), S (Sport), L (Low), mas o que mais se nota é a suavidade deste motor principalmente em cidade. Em estrada, nota-se um maior esforço do motor, associado a algum ruído da caixa de variação contínua. E por falar em estrada, nada como referir o conforto que este modelo oferece em cidade  ou estrada.

 Numa utilização somente de cidade conseguimos valores máximos de 6,9 litros mesmo a subir muitas colinas e, em estrada, a uma média de 120km/hora, o valor conseguido foi de 5,8 litros, o que reflecte um bom valor.

O preço do Honda situa-se nos 20.000€, um preço claramente apelativo.

 Ou seja, neste momento é sua a decisão. Optar por um Diesel de baixa cilindrada para permitir menos emissões e também baixos consumos, ou então por estes modelos Hibridos a gasolina, onde os consumos não saem penalizados e a preservação do ambiente é o objectivo fundamental. Pessoalmente, acredito que o futuro imediato passa cada vez mais por veículos deste género e por viaturas eléctricas.

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