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Peugeot 508 1.6e-hdi

12 de Fevereiro de 2012

Numa perspectiva de posicionamento dos seus produtos, a marca optou pela criação de um modelo que substitua a 407 e ao mesmo tempo se associe ao 607, ambos em descontinuação.

Nesta nova abordagem estilística a marca apresenta um produto que, em minha opinião se apresenta bem mais conseguido na versão “carrinha” que no sedan. Mesmo assim, a marca opta por criar um produto que a aproxime da armada alemã, tanto em termos de qualidade como notoriedade.

E, o 508 cumpre na integra esses pressupostos. Rigor, estética, robustez, espaço.

Exteriormente podemos constatar um produto que mantém o traço francês da marca com uma frente mais estilizada e uma traseira bastante mais interessante que a do 308 SW.

No interior percebe-se a clara diferença para a sua irmã 407, num tablier muito “clean”, com o sistema de projeção da velocidade, no vidro, os vários botões ergonomicamente bem distribuídos, prolongando-se o mesmo cenário na consola central.

O conforto estático é assegurado por uma boa posição de condução, uns bancos que acolhem correctamente o condutor e um espaço interior tanto à frente como atrás de bom nível. Mencionar que o AC é neste modelo extensível aos passageiros dos bancos traseiros. O acesso à mala é também muito prático e esta apresenta uma capacidade ao nível da concorrência.

Em estrada, e considerando o já novo motor 1.6 hdi com 112cv, a surpresa veio precisamente da caixa de velocidades manual pilotada que, se no 5008 não se sente em demasia, aqui bloqueia qualquer ação do motor. Mesmo considerando que possui vários modos – automático, manual, sport e através das patilhas no volante, as suas reações são lentas e por vezes desadequadas ao que se pretende, onde por mais de uma vez pretendíamos uma velocidade “abaixo” e estava chegava tarde de mais e, quando engrenada baralha qualquer ação do condutor. Junte-se-lhe um grande escorregamento da embraiagem – onde parece que estamos a aprender a fazer pontos de embraiagem e percebe-se que o sistema deveria ser repensado. Curiosamente, tem como contrapartida, consumos bem comedidos de 5,2l em estrada a 6,2, isto em estrada.

Em resumo, a 508SW é um bom produto, confortável q.b. (conforto “alemão”), com um chassis e comportamento à prova de erros e excessos, com qualidade de vida a bordo, rigor de construção e no detalhe. Peca, numa caixa que não acompanha o bom produto que foi lançado.

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