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Renault Megane 2.0 dci CC

12 de Fevereiro de 2012

Tem sido recorrente cada vez que ligamos a TV o tema das portagens eletrónicas nas ex-SCUTS com predominância sobre a A23 e a via do Infante. Resolvemos por isso perceber a realidade de uma delas. Começámos pela A23.

Até dia 8 de Dezembro, o automobilista pagava 5.45€ para circular na A1 e assim que efectuava a ligação com a A23, o troço era todo ele sem custos. Assim uma ida Lisboa-Espanha, tinha quase somente o custo do combustível.

Hoje, o utilizador paga 5.45€ na A1 e mais 19,30€ na A23. Resolvemos testar uma alternativa entre o percurso Lisboa-Covilhã-Lisboa.

Anteriormente já tínhamos testado o percurso todo em autoestrada à media de 120/130km/hora e efectuámos 2h e 34mnts. Gastámos em portagens 49.50€.

Desta vez experimentámos dois percursos alternativos: um Lisboa-Covilhã e outro Covilhã-Lisboa.

Lisboa Covilhã

Tinhamos como premissa efectuar o trajecto o mais rápido possível, usar sempre que possível autoestradas e sem gastar muito mais tempo que o percurso total em Autoestrada.

Estudado o mapa das Estradas, fizemos o seguinte percurso:

Lisboa-Santarém através da A1, onde pagámos 3.45€. Saímos em direcção a Santarém e tomamos a direcção do IC10 em direção a Almeirim – estrada similar à A1, mas sem portagens. São somente alguns kms e levam-nos a Almeirim pela N118, uma estrada nacional em bom estado e com algum movimento. Daqui continuamos viagem até Alpiarça, Chamusca e Golegã.

Pelo facto de usarmos uma estrada nacional as nossas médias de velocidade baixam, seja porque estas estradas não o permitem, seja pelas viaturas que circulam a baixa velocidade, seja pela entrada nas várias localidades.

Dei por mim a encontrar um País diferente do das autoestradas, com muito campo, com pessoas e recantos que não via há muito tempo. Compreendi também que muitos automobilistas já fazem estes percursos alternativos que tem a vantagem de fomentar a economia local, pelas paragens que os automobilistas fazem para lanchar, almoçar, tomar café.

Encontrei a renovada ponte da Chamusca, muitos cavalos  (ou não estivesse na Golegã) e muitos prados. Com muito tempo para admirar a paisagem chega-se ao Entrocamento pelo IC3 e até este momento só com o custo de 3.45€. Como este percurso faz uma diagonal ao trajecto A1-Zibreira (entrada na A23)-Entroncamento,  mesmo a velocidades mais baixa compensamos o tempo perdido com a poupança em kms . Em pleno IC3 encontramos a entrada na A23 e é aqui que, mantendo a média de 120 a 130km/hora, vamos em direcção ao Fratel (saída 17), nossa próxima saída da A23. Com isto gastámos mais 4.65€.

E eis que finalizam os nossos gastos em portagens. Ou seja, antes das SCUTS portagadas teríamos gasto 5.45€. com as SCuts portagadas e fazendo este percurso gastámos 3.45+4.65€= 8,10€ (mais 2.65€ que anteriormente).

Neste momento estamos na antiga IP2, uma estrada bem conservada e que nos leva até Castelo Branco e daí, em direcção ao parque de campismo de Castelo Branco até encontrar  a N18 – uma estrada com um “tapete novo” – que nos leva até Castelo Novo. E aqui temos duas opções, ou efectuamos a Serra da Gardunha ou entramos na A23 e passamos os dois túneis, saindo em Fundão Norte, sem qualquer custo, até à Covilhã.

Eis pois uma alternativa possível e onde a segurança e rapidez foram sempre a tónica. Em 3h (mais 30 mnts que efectuar o percurso pela A1 e A23) levámos o Megane até à Serra da Estrela, sempre com um motor 2.0Dci muito disponível, ou não tivesse ele 160CV. O modelo mesmo sendo um cabrio (que não utilizámos muito), denotou um óptimo comportamento e mesmo em estradas nacionais, manteve sempre a postura e comportamento muito previsível e de bom nível. Mesmo nas poucas situações em que o piso não ajudou, o CC manteve a rigidez e uma direcção com o peso e sensibilidade correcta. Em termos interiores, o CC, apresenta o espaço correcto à frente, sendo que o espaço atrás para as pernas é limitado. Em termos da qualidade de construção, a mesma mantém os bons atributos que os modelos Renault nos habituaram.

Para a viagem de regresso, defini que não iria gastar dinheiro em portagens e, por isso saí da Covilhã pela N18, em direcção a Fundão-Norte, entrei na A23, passei os tuneis e saí para Castelo Novo, em direcção a Castelo Branco, Fratel e depois optei por seguir a antiga IP2, passando na barragem do Fratel e Ponte de Sor. Ainda não tinham passado 150kms e já as costas e braços se ressentiam, não por culpa do Megane mas porque é fatigante a estrada, com algumas curvas, muita atenção na estrada e muitos sinais de 50km/hora, com constante recurso à caixa. Foi já em Ponte de Sor que pensei que os 4.65€ que se pagam na A23 compensam esta viagem, pois não nos esqueçamos que são 300kms.

E assim fui passando por muitas localidades, sempre a 50km/h, desde Coruche até à recta do cabo, Vila Franca de Xira e Lisboa.

Em todo este trajecto fiz mais de 4horas (ou seja mais 1hora do que no trajecto inverso), cansado e com garantia de não querer voltar a repetir o trajecto.

Em resumo, é possível viajar até ao Interior de Portugal, não pagando nada ou pagando um valor próximo dos 14€ (ida e volta). Mesmo com a evolução registada nos automóveis e este Renault era disso exemplo, onde o conforto e segurança estavam latentes, o desgaste a que somos submetidos aconselha prudência e a utilização em viagens longas de  IC e AE.

Com este trajeto baixámos a média em 0,2litros, o que por si não justifica o esforço e o risco.

No final deste ensaio com o Megane CC, ficou claro a evolução que as marcas registam em qualquer domínio, desde o comportamento, rigidez do conjunto (mesmo num cabrio), caixa de velocidades, conforto, que em estradas “normais” quer naquelas (infelizmente muitas) em menos bom estado.

 

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